Arquivo - 29 de Setembro de 2016

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O político é corrupto, mas voto no filho dele! Não é a mesma coisa?

O político é corrupto, mas voto no filho dele! Não é a mesma coisa?

pai_filhoNão fique nem um tantinho escandalizado se você vir o seu candidato vendendo o mandato, ou barganhando benefícios com empresários que só pensam no lucro futuro. Em tempos de renovação da Lei eleitoral, e como agora é fiscalizado e restrito o gasto em ano de eleições, me admira o volume de certas campanhas para prefeito que mais parecem para governador.
Bancados por empresas, certos candidatos pensam que o povo em sua maioria é tapado quanto ao acontece no cotidiano politico. E o pior é que essas empresas não podem aparecer na prestação de contas do candidato por ser vedado a doação de recursos por pessoa jurídica. Os candidatos então, vão costurando as campanhas com seus jeitinhos maliciosos e conseguem burlar a Legislação.
O que me preocupa é que quanto menor o município, mais isso acontece a olhos nus! Cidades como Afrânio, Lagoa Grande ,Santa Maria da Boa Vista, Petrolina, Caruaru e Salgueiro (todas em Pernambuco), passam por esse drama de abuso. E nós, simples mortais ,continuamos a ver descaradamente, essa prática se tornando cada vez mais comum.
Ainda temos o agravante das compras de votos por caçambas de terra, blocos e telhas …pode? E mais ,os sacolões de dinheiro  e ainda as dentaduras, consultas, financiamentos de pastores (?), compras de cadeiras para igrejas, uma esculhambação com a Lei eleitoral. O cara bonitão, boa pinta entra na igreja, e entra um holofote em cima dele, como se ele fosse o Rei da cocada preta, só por que o pastor ganhou do candidato cadeiras e  um agradinho por fora.
“Na verdade o que vemos é que o povo reclama dos políticos corruptos e ainda assim continua votando neles ou nos filhos deles, o que não deixa de ser uma extensão da corrupção!” .
Não fique nem um tantinho escandalizado , se você vir o seu candidato vendendo o mandato, ou barganhando benefícios com empresários que só pensam no lucro futuro.
Por Cauby Fernandes