Governo Federal confirma liberação do ‘Cartão de Reforma Emergencial’ Para Pernambuco

 

Para atender as famílias desabrigadas das chuvas que castigam as regiões agreste e metropolitana de Pernambuco durante o fim de semana, o ministério das Cidades, confirmou que o governo federal vai liberar o ‘Cartão de Reforma Emergencial’. O ministério dessa forma,  atende ao pedido do governador Paulo Câmara (PSB).

O governo de Pernambuco  se reuniu  nesta manhã de segunda-feira, (29) com o Gabinete de Crise,  recentemente formado, para unificar as medidas do Governo do Estado no atendimentos aos municípios atingidos pelas fortes chuvas.

“Diferente de 2010, agora não houve a destruição de casas, por causa de todo o trabalho que fizemos com a Barragem de Serro Azul, a dragagem de rios e relocação de prédios públicos e residências. Mas houve a destruição do que estava dentro das casas, como móveis e eletrodomésticos. Será muito importante se a gente conseguir ajustar a legislação do Cartão Reforma para incluir também as vítimas de enchentes, como essa que atingiu o nosso Estado nas últimas 48 horas.  O Cartão de Reforma Emergência” poderá permitir um “olhar diferente” para as pessoas que tiveram prejuízos com as chuvas, na comparação com o que ocorreu em anos anteriores”, explicou o governador de Pernambuco.

@lingua

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Ex-ministro da Transparência vai assumir pasta da Justiça

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A pouco mais de uma semana para o julgamento da chapa Dilma/Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente Michel Temer (PMDB) escolheu um ex-ministro do Tribunal para comandar o ministério da Justiça, pasta ligada diretamente à Operação Lava Jato.

Torquato Jardim assume no lugar de Osmar Serraglio (PMDB-PR), que estava no cargo há apenas dois meses ocupando o posto deixado por Alexandre de Moraes que se tornou ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O peemedebista, assim, troca de lugar com Jardim e agora vai chefiar o ministério da Transparência.

A substituição de peças no primeiro escalação do Palácio do Planalto, em meio a uma crise política sem precedentes, gerou desconforto imediato entre delegados da Polícia Federal, que são subordinados ao ministério da Justiça.

O grupo se manifestou resistente a uma possível troca da chefia da PF. Através de nota, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) viu com “preocupação” a substituição no momento em que as investigações avançam e atingem peças de sustentação do Governo Federal.

“É essencial que seja instituído o mandato para diretor geral da PF, de modo que mudanças de governo ou de governantes não reflitam em interferências políticas, cortes de recursos e de investimentos que prejudiquem as ações da Polícia Federal”, cobrou o presidente da entidade Carlos Eduardo Sobral.

Questionado se fará mudanças na direção da Polícia Federal, braço direito da Lava Jato, o novo ministro disse que consultará Michel Temer, que passou a ser investigado por irregularidades no STF, antes de tomar qualquer decisão. “Tudo vai ser estudado e refletido. Vou ouvir o presidente Temer, o secretário-executivo, e fazer a minha própria avaliação antes de tomar qualquer decisão”, revelou à Globo News.

Amigo de longa data do presidente, Torquato foi ministro do TSE entre os anos de 1988 a 1996. Ele assumiu a pasta da Transparência, em maio do ano passado, após escândalo no governo afastar Fabiano Silveira.

O novo ministro da Justiça já chegou a criticar procedimentos da Operação Lava Jato no ano passado como as condenações sem provas, que foram reconhecidas pela Justiça Federal, e as extensas prisões provisórias.

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Pais e filhos. Como tirar lições positivas dos escândalos políticos

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Gente grande lavando dinheiro, fazendo acordo de delação premiada, comprando silêncio… Tramas e termos confusos até para adultos que acompanham o turbilhão de escândalos no Brasil.

Quando os comentários chegam às crianças e adolescentes, as denúncias tendem a gerar perguntas. “Quem é Dilma?” e “o que é sonegação fiscal?” foram dúvidas do estudante Yuri, 13, sobre as discussões que acompanha na escola e nas redes sociais.

O momento é fértil para transmitir aos filhos os valores da cidadania, acredita a publicitária Louise Parente, 33. Mãe do Yuri e da Liz, de 6 anos, ela se considera apartidária e busca promover reflexões que conversem com o cotidiano deles. “Explico que eu governo a nossa casa. E pergunto: se eu pego o dinheiro que seria da conta de luz e compro uma bicicleta, o que estou fazendo com a casa?”, exemplifica. Outra situação comparada é a do líder da sala na escola. Ela ensina que ele ganha por escolha da maioria, apesar de não ter recebido o voto de todos.

A preocupação é em transmitir o conceito de democracia onde todos tenham voz e direito à manifestação, contra ou a favor. Sem ter crescido interessada em assuntos políticos, Louise percebe o tema nas conversas do filho e enxerga a chance de ensinar o respeito às diferentes opiniões. Enquanto busca entender a política, Yuri já avisa que vai votar quando completar 16 anos. “Quero fazer alguma diferença”, resume.

Destrinchados nas investigações, os tratos ilícitos entre representantes do poder público e da iniciativa privada abrem a discussão para práticas até naturalizadas e relativizadas, como receber favores ou levar vantagens sobre o outro. São conversas que também podem ser trazidas para os filhos. O respeito ao que é de todos e os limites entre certo e errado são reflexões que acompanham a formação de Luísa, também com 13 anos e amiga de Yuri. “Os fins justificam os meios?” foi uma das perguntas direcionadas à mãe, Natália Escóssia, 33.

“Deixo em aberto para que ela mesma responda. E explico que é questão de honestidade, se ela acha que pode fazer qualquer coisa para conseguir o que quer”, conta. Para Natália, uma das formas de trazer as lições para a realidade da filha é lembrar que as corrupções começam em ações corriqueiras, como no desrespeito às leis de trânsito e à ordem da fila. “Isso exige da família o exemplo e muita coerência”, ressalta Natália. Referências Na infância, os pais são os principais modelos éticos para os filhos. Por isso, a criança até os 6 ou 7 anos aprende os valores a partir dos exemplos diretos, pontua Marco Aurélio Patrício, psicólogo e educador. Nessa fase, é mais eficaz demonstrar bons comportamentos do que falar sobre ética. Até porque a criança não assimila conceitos abstratos, como justiça, liberdade ou democracia.Na pré-adolescência, o jovem se abre a questões mais complexas.

Para o psicólogo, o ideal é guiar o jovem de forma objetiva. “Não adianta vir com aula de sociologia quando o filho apenas pergunta se uma situação é certa ou errada”. Nessas fases, o jovem volta o referencial para os amigos e para as instâncias que ele elege como socialmente importantes. O papel dos pais é acompanhar as amizades dos filhos e está disponível para orientar em momentos de dúvida. E não perder oportunidades de ensinar. “É usar tudo o que chega, da violência à corrupção, mostrando o mal dessas ações à sociedade”, completa Patrício.

 

De que os personagens principais são acusados?Lula Presidente entre 2003 e 2010 É acusado de ter recebido um apartamento de três andares e um sítio. Seriam presentes de empresas que receberam favores do governo na época em que Lula era presidente. Fazer um favor não é crime, é até bom poder ajudar alguém. Mas, nesse caso, o presidente não estaria fazendo favores com o que é dele. Estaria usando o que é público, de todo mundo, em troca de um benefício só para ele.

Aécio Neves Senador, candidato a presidente nas eleições de 2014 Foi gravado numa conversa com um empresário para quem pediu dinheiro. Aécio disse que era um empréstimo e que iria devolver tudo depois. Mas, o empresário disse que deu dinheiro ao senador outras vezes, até mesmo na campanha para ser presidente. A suspeita também é de troca de favores.

Dilma Rousseff Presidente entre 2011 e 2016. Cassada após processo de impeachment Sofreu impeachment acusada de mudar as contas na matemática do governo para ninguém perceber que faltava dinheiro. Agora, vai ser julgada pela acusação de fazer favores a empresários em troca de dinheiro para a campanha, quando se reelegeu junto com Michel Temer. Também é suspeita de ter feito pagamentos ilegais escondidos ao casal que fez a propaganda dela.Michel Temer Vice-presidente entre 2011 e 2016. Presidente interino entre maio e agosto, durante processo de impeachment de Dilma. Presidente desde agosto de 2016 Acusado por ter se reunido com empresário investigado por vários crimes sem ninguém saber. Ele teria ouvido o empresário falar de tentar subornar três pessoas e não denunciou. Um presidente tem a obrigação de falar quando souber que alguém cometeu crime.

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