Multas por farol apagado de dia voltam com força total

csm_gj_farol_baixo_foto_gabriel_jabur_00207062016-850x564_01_a9d32afc30Órgãos de trânsito de todo o País já podem retomar a aplicação de multas aos motoristas que dirigirem em rodovias com os faróis desligados durante o dia. A cobrança estava suspensa desde 2 de setembro, sob o argumento de que, muitas vezes, os motoristas confundiam as rodovias com ruas e avenidas que compõem a malha urbana. A decisão não anulou as multas que já tinham sido aplicadas.

Polêmica, a lei federal que determina o uso do farol, mesmo durante o dia, entrou em vigor em 8 de julho. O descumprimento é considerado infração média, com 4 pontos na carteira de habilitação e multa de R$ 85,13. Em novembro, o valor da infração deve subir para R$ 130,16.

No primeiro mês em vigor, entre 8 de julho e 8 de agosto, a Polícia Rodoviária Federal registrou 124.180 infrações nas rodovias federais. Nas estradas estaduais Brasil a fora, mais de 17.165 multas foram aplicadas.
@Lingua

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Delação de Cunha pode entregar cerca de 100 deputados

 

naom_573e5cefbe7adA tensão tomou conta de Brasília, mais especificamente da Câmara dos Deputados, desde que Eduardo Cunha foi preso, no início da tarde desta quarta-feira (19). O que se comenta nos bastidores da Casa é de que na hipótese de delação, Cunha prejudica mais de uma centena de parlamentares.
“Ele é um arquivo vivo”, afirmou o líder do PR, Aelton de Freitas (MG). Segundo o jornal O Globo, o deputado cassado esteve em cargos de poder que lhe permitiram influenciar em escolhas de relatores de projetos e medidas provisórias estratégicas, além de CPIs.
Aliados e adversários dizem que ele tem na memória e em anotações, informações sobre negociações feitas para a aprovação de propostas na Casa. Além disso, participou ativamente da articulação para a abertura do processo de impeachment.
@alingua com informações do © Reuters

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Enquanto Cunha é preso, Temer dorme

analise-do-programa-de-michel-temer-provoca-arrepiosO presidente Michel Temer, que está voando neste momento de volta para o Brasil depois de viagem pela Ásia, está dormindo e ainda não foi informado sobre a prisão do deputado cassado Eduardo Cunha. A informação foi passada por assessores que acompanham o presidente no voo. A aeronave presidencial tem sistema de internet durante todo o voo.

No Planalto, até o momento, nenhum interlocutor do presidente quer comentar a prisão do peemedebista. Antes do anúncio da prisão de Cunha, Temer já havia antecipado a volta ao Brasil. O presidente decidiu não passar a noite em Tóquio e embarcou as 22 horas (horário local) de volta ao Brasil. Interlocutores do presidente disseram que a mudança seria para economizar com hotel. A previsão é que a aeronave presidencial faça uma parada – de cerca de 1h30 – para abastecer em Seattle e o desembarque no Brasil aconteça no fim da manhã de quinta-feira ou no início da tarde.

 @lingua

(Com Estadão Conteúdo)

 

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Cunha… Criminoso, profissional e sofisticado

downloadO juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, afirmou, no despacho em que decreta a prisão do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que há indícios de que o político pratica crimes de forma “reiterada”, “profissional” e “sofisticada”. De acordo com o magistrado, Cunha atua para obstruir a investigação da Operação Lava Jato e intimidar testemunhas, advogados e autoridades que atuam na investigação do petrolão.

Sergio Moro ponderou que a cassação de Cunha, aprovada em setembro com o voto de 450 deputados, acarretou a perda de parte da influência política do ex-parlamentar, mas ainda assim há risco para as investigações e para a manutenção da ordem pública. Esses argumentos, somados ao fato de Eduardo Cunha poder ainda ter recursos no exterior e, no limite, fugir do Brasil, foram elencados pelo juiz para decretar a prisão preventiva do peemedebista. “Há indícios de que Eduardo Cosentino da Cunha teria se envolvido na prática habitual e profissional de crimes contra a Administração Pública e de lavagem de dinheiro”, disse.

“O acusado Eduardo Cosentino da Cunha agiu subrepticiamente, valendo-se de terceiros para obstruir ou intimidar. Embora a perda do mandato represente provavelmente alguma perda do poder de obstrução, esse não foi totalmente esvaziado, desconhecendo-se até o momento a total extensão das atividades criminais do ex-parlamentar e a sua rede de influência”, pontuou Sergio Moro. O juiz citou, por exemplo, a ingerência de Cunha sobre o lobista Julio Camargo, que havia poupado o político em seus depoimentos de delação premiada e só admitiu em um segundo momento que o ex-deputado lhe cobrara 5 milhões de dólares em propina.

Quando detinha foro privilegiado por ser deputado, Eduardo Cunha era investigado em inquéritos para apurar a solicitação e recebimento de propinas no projeto Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, a extorsão de desafetos do operador e aliado Lúcio Bolonha Funaro, as suspeitas de corrupção no favorecimento de instituição financeira por emendas parlamentares, a cobrança de propina em contratos de Furnas e os indícios de desvios de fundos de investimentos administrados pela Caixa Econômica Federal. Cassado, os processos desceram à primeira instância.

“As provas são, em cognição sumária, da prática reiterada, profissional e sofisticada de crimes contra a Administração Pública, por Eduardo Cosentino da Cunha, não só em contratos da Petrobras, mas em diversas outras áreas, não raramente com o emprego de extorsão e de terceiros para colher propinas”, disse Moro.

Segundo o juiz da Lava Jato, já existiam motivos para a prisão de Eduardo Cunha na época em que ele era deputado federal, mas a Constituição prevê que deputados e senadores só podem ser presos no exercício do mandato se houver flagrante por crime inafiançável. “A perda do mandato não é suficiente para prevenir os riscos constatados, considerando o histórico e o modus operandi do acusado, com atuação subreptícia, emprego de contas secretas no exterior e a utilização de terceiros para a prática de crimes e atos de obstrução à Justiça, motivo pelo qual pertinente a imposição da prisão cautelar contra Eduardo Cosentino da Cunha”, concluiu Moro.

Por @alingua

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